Por muitos anos, considerou-se que os genes eram os únicos responsáveis por passar as características biológicas de uma geração à outra. Entretanto, esse conceito tem mudado e hoje os cientistas sabem que variações não-genéticas adquiridas durante a vida de um organismo podem frequentemente ser passadas aos seus descendentes. Denominamos então esse conceito de  herança epigenética que depende de pequenas mudanças químicas no DNA e em proteínas que envolvem o DNA. Existem evidências científicas mostrando que hábitos da vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento de seus genes.

    A Epigenética deriva do grego epi “acima” ou “sobre algo” e genética “fazer nascer”. Desta forma, a epigenética estuda a hereditariedade, analisando as interações entre genes e seus produtos, responsáveis pela expressão do fenótipo que características observáveis no indivíduo, sejam físicas, morfológicas ou fisiológicas.

    Com o advento da genética e consequentimente da epigenética a utilização dessa tecnologia em tratamentos é uma inovação. Consiste basicamente em ter como ponto de partida uma avaliação precisa do paciente a partir de testes genéticos específicos e/ou exames específicos, bem como a avaliação do seu histórico pessoal a fim de realizar tratamentos personalizados de acordo com as particularidades de cada um visto que fatores ambientais, comportamentais e sociais podem induzir a alterações dos processos fisiológicos e na herança celular, fazendo com que o ambiente influencia a rotina do indivíduo na carga genética passada de geração a geração.